Alimentação de atletas de aventura
A alimentação de um atleta de aventura acontece dia-a-dia e não só durante a prova. Cada etapa da dieta é responsável diretamente pelo desempenho do atleta. E pode fazer a diferença entre sucesso e fracasso em uma competição, junto com outros fatores, como o treinamento, repouso e condições da competição.
Benefícios da alimentação para o atleta na corrida de aventura:
Fornecer nutrientes;
Manter as reservas energéticas;
Favorecer o desempenho do atleta;
Reduzir a fadiga;
Facilitar e acelerar a recuperação.
Sabemos que o gasto calórico envolvido é muito grande, e esse gasto varia de acordo com o indivíduo, duração da prova, temperatura ambiente, atividade, tempo de repouso e alimentação. Se a alimentação não for diferenciada e adequada para este tipo de prova, o atleta não atingirá seus objetivos.
Podemos também recorrer à suplementação nutricional, alguns suplementos utilizados, são:
Carboidrato (como os repositores hidroeletrolíticos, gatorade, carb up, maraton...), recuperação da energia, através de reposição do glicogênio.
Hipercalórico para ganho de peso
Vitaminas antioxidantes: vitamina C, Vitamina E, Selênio, Beta caroteno.
Minerais: Zinco e magnésio ajudam no ganho de massa muscular e sistema imunológico.
BCAA, aminoácido essencial.
Glutamina, recuperação do sistema imunológico e massa muscular.
Podemos dividir a dieta em:
· Pré-treino/competição
· Durante treino/competição
· Pós-treino/competição
Fontes de carboidrato: Pães, cereais, batata, massa, arroz.
Fontes de proteína: Carnes, ovos, leites e derivados.
Fibras e vitaminas: Frutas e saladas.
O atleta não deve se aventurar em fazer sua própria dieta, porque pode ocasionar queda de desempenho e desempenho, falta de energia, concentração e até pode ocorrer à perda de massa muscular. É necessário o acompanhamento de profissional qualificado, direcionando o atleta à alimentação adequada, para que possa treinar e competir seguro e com grandes chances de sucesso.
A dieta anterior ao treino/competição é direcionada para aumentar as reservas de energia muscular e condicionamento.
“O atleta deve ter fontes de carboidrato em seu cardápio, assim como proteína e lipídio também”.
Durante treino/competição o atleta precisa consumir os três macros nutrientes. O carboidrato vai garantir o aporte de energia necessário. Ele pode ser ingerido na forma líquida, que vai hidratar e repor os estoques de glicogênio ao mesmo tempo. Pode ser consumido na forma de gel também, em saches, o que é muito prático.
A hidratação é muito importante, mas vejamos alguns aspectos:
A temperatura do líquido deve estar oscilando entre 15º e 20º C e a intensidade do exercício entre 70-75% do VO2 máximo. Porém, a hidratação precisa ser lembrada não somente durante o exercício, mas também antes e depois.
O atleta deve começar sua prova já hidratado e ao final precisa repor o volume perdido no suor. A ingestão hídrica deve ser 50% maior que a perdida durante atividade.
Após treino/competição é hora de repor o que foi perdido e consumir nutrientes que irão garantir recuperação muscular. Isto é essencial, pois ao final da prova, fazemos um balanço do desempenho do atleta, da sua capacidade de “agüentar” os obstáculos da prova. Os três macros nutrientes são importantes neste momento, o carboidrato e a proteína têm funções especiais. O carboidrato na sua função de repor estoques de glicogênio hepático e muscular e a proteína propicia funções anabólicas e atua na recuperação muscular também, o que tem grande importância para um próximo evento esportivo.
A conclusão disso tudo...
Consiste em que uma dieta e hidratação adequadas reforçam sua resistência e melhoram o desempenho e recuperação. Qualquer modalidade esportiva é um prazer para o atleta, precisamos buscar condições para o atleta continuar sentindo o prazer de treinar e competir, apontando condições para ele chegar ao seu objetivo máximo.
Tatiana Carvalho
Nutrição Esportiva / Personal Diet
CRN 2000 1000 22
Tatycarvalho@terra.com.br
Aventura e Vida - Freddy Duclerc